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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Curta "Memórias de Nossa Terra" recebe prêmio em festival paraibano

Do dia 27 de novembro a 1 de dezembro do corrente ano, ocorreu na cidade de Campina Grande, a 13ª edição do Festival Audiovisual Comunicurtas, que é realizado anualmente pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), com organização do curso de Comunicação Social e que conta com mostras de cinema competitivas e não competitivas, além de debates, oficinas, workshop, entre outros atrativos.

Na ocasião, o Ponto de Cultura Marcas Vivas de Cabaceiras inscreveu o curta "Memórias da Nossa Terra" que é o resultado da premiação do Roliúde Play 2017 e pôde concorrer às premiações da mostra "Tropeiros da Borborema", na qual foi congratulado no último sábado com o prêmio "Melhor Direção de Arte".

Vale ressaltar que "Memórias da Nossa Terra" é o primeiro produto cinematográfico produzido inteiramente por cabaceirenses (ficha técnica disponível ao final da matéria), fruto do projeto "Roliúde Play", que visa promover a valorização e o fortalecimento do cinema local e que já conta com duas edições do concurso, além da produção do curta, que já foi exibido nos festivais de cinema de Ingá, Congo e Campina Grande.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

"Roliúde Play" e o pontapé inicial para produção de cinema pela Roliúde Nordestina

      A nossa cidade de Cabaceiras, ostenta vários títulos, como "Terra dos Cruzeiros", "Terra dos Músicos", "Princesa do Cariri", mas em meio a tantas denominações, uma recebe destaque especial: "Roliúde Nordestina". É por meio desta expressão, que a fama da cidade caririzeira rompe os limites regionais e até os nacionais. O letreiro, que faz sucesso entre os turistas e visitantes, foi instalado no ano de 2007 e até hoje chama a atenção e gera discussões em torno da auto intitulação do município, fruto do projeto homônimo que objetivava ressaltar Cabaceiras, enquanto uma cidade com as características propícias para ser cenário e exercer protagonismo no mercado cinematográfico nacional, a partir da premissa dos curtas e filmes antes já rodados, com destaque para "O Auto da Compadecida".
Letreiro "Roliúde Nordestina".

terça-feira, 24 de abril de 2018

Marcas arqueológicas em Cabaceiras - PB: um vasto patrimônio não muito conhecido

     Os historiadores franceses da primeira metade do século XX sintetizaram a ideia de história como o estudo do homem no tempo, isso significa dizer que a história refere-se não só a uma análise de documentos escritos mas para além disso, de todo um processo em que o ser humano foi um agente, por exemplo, no Brasil de acordo com alguns estudiosos datam vestígios da presença humana de por volta de 48000 a.C, já outros estudos indicam que na verdade seriam de 15000 anos, esses povos não dominavam uma escrita de fato, mas deixaram marcas, como pinturas e gravuras.
Lajedo do Pai Mateus em Cabaceiras-PB

terça-feira, 10 de abril de 2018

Ontem e hoje: Cabaceiras e seu desenvolvimento urbano

     Cabaceiras é conhecida por sua longa história a qual passou por diversas mudanças ao longo do tempo, aqui iremos mostrar duas imagens que expressam o processo de crescimento urbano, uma retrata Cabaceiras hoje e a outra uma fotografia provavelmente da década de 1950, ambas tiradas do alto do Cruzeiro da Pedra que fica próximo ao letreiro da Roliúde Nordestina.

IMAGEM 1 - Foto de Cabaceiras em 2018

IMAGEM 2 - Foto de Cabaceiras na década de 1950
     Como podemos observar a imagem 1, comparada à segunda, apresenta um desenvolvimento urbano em sentido sul e sudoeste partindo de sua origem que seria a Igreja Matriz, à esquerda da primeira foto há a ausência de uma rua, a conhecida Rua de Baixo, que após algumas inundações do do Rio Taperoá fora abandonada e com o passar do tempo foi sumindo.
     No outro extremo da foto 2 vemos a Igreja do Rosário e ao longe alguns prédios, ali seria o fim da rua, onde quase nada havia, hoje é o principal foco do comércio local.
     De acordo com alguns relatos documentais podemos compreender que a cidade teve um crescimento considerável lento pois segundo a Descrição do Município de Cabaceiras de 1881 havia na vila "80 e poucas casas mal alinhadas",enquanto João de Lyra Tavares em 1909, nos diz que existiam 94 prédios, atualmente segundo dados do IBGE temos um pouco mais que 700 casas dentro da área urbana, desconsiderando a perca da já citada Rua de Baixo, o aumento foi de cerca de 600 prédios no decorrer de 109 anos.

REFERÊNCIAS:

DESCRICPÇÃO DO MUNICÍPIO DE CABACEIRAS, 1881.

TAVARES, João de Lyra. A PARAHYBA. Imprensa Official, vol. II. 1909.


sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

O Grupo Escolar Alcides Bezerra: o nosso "templo do saber"

        A história da educação cabaceirense vem de longa data, há documentos que comprovam a presença de Escolas de Primeiras Letras em Cabaceiras desde meados do século XIX, mas uma das mais importantes instituições educacionais de nosso município vem a existir na primeira metade do século XX, estamos falando da Escola Estadual Alcides Bezerra, conhecida pelos mais velhos como "O grupo" e sendo exaltada pelo poeta Paulinho de Cabaceiras como o "templo do saber".
          De acordo com o poeta e historiador acima citado, Argemiro de Figueredo em seu governo abriu créditos especiais nos anos de 1935 e 1936 para a construção de grupos escolares na Paraíba, e uma das localidades contempladas foi a nossa cidade, tendo sido iniciada a construção em 1937,  recebendo em 1° de março de 1939 o nome de Alcides Bezerra a partir da Lei n° 1324 deste mesmo ano.
Foto do Grupo Escolar Alcides Bezerra
          A imagem acima mostra o grupo Alcides Bezerra sendo supostamente construído, pois não há presença de vidraças e nem janelas, a ausência do letreiro com a nomenclatura da escola, como também, as estruturas de madeiras nos fazem supor o processo de construção ou reforma, mas se caso a fotografia seja referente á construção, a imagem seria datada entre os anos de 1938 a 1939.
           A nomenclatura do grupo escolar foi uma homenagem a Alcides Bezerra (1891-1938) que foi deputado estadual, diretor do Arquivo Nacional e Inspetor Geral da Instrução Pública da Paraíba.
Foto do deputado Alcides Bezerra
         De início o grupo escolar só atendia ao 1° grau, o que hoje seria o ensino fundamental, sendo adicionado o 2° grau por volta dos anos 90, atualmente a Escola Estadual Alcides Bezerra se volta apenas ao ensino de nível médio, formando jovens para a vida, na qual muito se incentiva a formação acadêmica e para o mercado de trabalho.
          
Estudantes em frente ao Grupo Escolar Alcides Bezerra;
dentre as jovens estão D. Zeta de seu Gida, e D. Hermínia, nos ajude a descobrir quem são as demais
   

      A Escola Alcides Bezerra apresenta-se quanto um importante patrimônio histórico e educacional de nosso município, pois foi um espaço em que diversas gerações ali estudaram, ou melhor, grande parte de nossa população passou por esta escola,  sendo não apenas um âmbito de ensino, mas para além disso foi, e ainda é, um lugar de relações sociais e de memórias, que merece ser cada vez mais preservado e valorizado pelos cabaceirenses, de forma que continue sendo o nosso "Templo do Saber".
Cabaceiras - PB
15 de dezembro de 2017

REFERÊNCIAS:

Histórico da Escola Alcides Bezerra, por Paulinho de Cabaceiras.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

O pastoril de Dona Terezinha em 1952: uma manifestação folclórica cabaceirense

      O pastoril é uma antiga tradição, muito presente na cultura nordestina, em que teve suas origens na Europa e sendo importado para o Brasil sofreu diversas modificações, tal manifestação artística compõe um dos atrativos, principalmente, de festejos natalinos e comemorações da Epifania do Senhor, podendo apresentar-se quanto religioso ou profano. O pastoril é composto em sua maioria por meninas, nele há uma união de danças e músicas, em que ocorre as chamadas "jornadas", isto é, etapas em que textos são cantados formando uma narrativa.
       Em Cabaceiras o pastoril, como na maioria das demais localidades, é uma competição entre dois grupos de meninas, os chamados "cordões", representados nas cores vermelha e azul, em nossa cidade o objetivo desta prática é a aquisição de dinheiro, seja para a Igreja ou para pagar despesas da festa em que ocorre esta apresentação folclórica, a arrecadação acontece pela a "aposta" feita pelos espectadores em um dos cordões, o grupo que conseguir maior quantidade de dinheiro ganha o pastoril.
      Em nossa cidade uma grande incentivadora desta prática foi Dona Terezinha de Jesus Farias Aires, o primeiro pastoril que ela organizou foi em 1952 como podemos ver na imagem a seguir:

Atrás da esquerda para a direita: 1Beta de D. Lieta, 2- Maria de Baé, 3- Maria de Gilberto, 4- Odete de Eugênio, 5-D.Dodó, 6- Neuza Guedes, 7. D. Dedé, 8- Laura de Seu Emídio, 9- Lurdes de A. Mariano, 10- Socorro de Moreira, 11. Maria Emília;
Na frente, esquerda para a direita: 12-Geraldo S. Branca, 13- Seu Xandú, 14- Leidson, 15- Inácio Aires, 16- Romeu de Seu José Aurélio, 17- Seu Hermes, 18- a criança: Socorrinha ST° Otacílio.

      De acordo com D. Nadir, que nos cedeu esta foto e as informações acima, o pastoril acontecia no coreto da praça que fica em frente à Prefeitura, as moças vestiam saias de filó, repletos de florzinhas com as suas respectivas cores do cordão e como podemos ver na imagem cada uma porta uma panderola enfeitada com fitas, que é uma das características dessa dança.
      Mesmo com o passar dos anos essa tradição não se perdeu, atualmente, em nossa cidade a grande educadora D. Socorro Gomes é a principal organizadora dos pastoris, nas quais envolve moças e crianças de nosso município, dando continuidade a essa prática cultural que perdura desde muitas décadas.
Pastoril organizado pela professora Socorro Gomes em apresentação no II Encontro do Folclore brasileiro da Escola Neuly Dourado em 2014.

Cabaceiras-PB
05 de dezembro de 2017

REFERÊNCIAS:



Foto do arquivo pessoal de D. Nadir Pereira

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Dados sobre a escravidão em Cabaceiras

    Desde seus primeiros colonizadores até a segunda metade do século XIX Cabaceiras recebe mão de obra escrava oriunda do continente africano, esses escravos sofreram por séculos castigos e humilhações, não podendo nem mesmo expressar suas culturas e religiosidades, sendo tratados como bens, propriedades, esse último fator é claramente visível no testamento de Dona Isabel Rodrigues de Oliveira, a filha do fundador de Cabaceiras Pascácio de Oliveira Ledo, sendo ela dona de cativos, declara ter cerca de 19 escravos em 1735.
     
Pelourinho - Jean-Baptist Debret
     Alguns dados acerca do número de escravos no termo de Cabaceiras encontramos em documentos estatísticos da Paraíba, inclusive no Recenseamento Geral do Império de 1872,  o mais antigo é o Relatório apresentado à Assembleia Legislativa da Parahyba do Norte de 1851 mostrando que em 1850 Cabaceiras tinha 3742 pessoas livres e 682 escravos, já em 1872
haviam 7557 livres e 587 escravos, ou seja, em 22 anos a população livre teve aumento de 3815 pessoas, enquanto a escrava teve perda de 95 indivíduos.
Quadro geral da população da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Cabaceiras em 1872
    No quadro acima podemos observar algumas informações interessantes acerca da escravidão, por exemplo, dos 587 escravos apenas 14 eram casados, mas destes casados, 8 eram homens e 6 eram mulheres, então será que dois destes escravos eram casados com mulheres livres? pois não era comum haver o enlace entre livres e cativos, no quadro também há uma diferença gritante entre o número de casados livres de uma sobra de 110 mulheres, portanto é preciso questionar tais estatísticas.
    Podemos observar também no quadro todos escravos eram católicos, não por escolha, mas por imposição de seus senhores, o que não os impedia de praticarem secretamente suas verdadeiras crenças, no entanto, logo quando eram adquiridos por seus donos, havia o batismo e a mudança do nome africano para o nome aportuguesado-cristão. Outro dado é que a maioria era considerada brasileira, isto é, nascidos no Brasil, sendo apenas 24 estrangeiros, e no geral destes escravos, 4 sabiam ler e escrever. 
     Outro documento analisado foi um quadro presente na "Falla em que o Exm. sr. Herculano de Souza Bandeira abrio a 1° sessão da 26ª legislatura da assembleia provincial da Parahyba em 1 de Agosto de 1886" mostrando que havia em Cabaceiras apenas 377 escravos, mostrando que a escravidão foi se desgastando ao poucos.


Cabaceiras-PB
28 de novembro de 2017

REFERENCIAS:


MEDEIROS, Tarcízio Dinoá. MEDEIROS, Martinho Dinoá. Ramificações Genealógicas do Cariri Paraibano; Brasília: CEGRAF, 1989.

RIETVELD, Padre João Jorge.  Antigo termo de Cabaceiras: Artigos históricos. Gráfica Cópias e Papéis, Campina Grande-PB, 2017

Imagem Pelourinho - Jean-Baptist Debret disponível em http://alunosonline.uol.com.br/historia-do-brasil/jean-batist-debret-no-brasil.html  

Falla em que o Exm. sr. Herculano de Souza Bandeira abrio a 1° sessão da 26ª legislatura da assembleia provincial da Parahyba em 1 de Agosto de 1886 disponível em https://archive.org/stream/rpparaiba1886#page/n1/mode/2up/search/Cabaceiras

Relatório apresentado à Assembleia Legislativa da Parahyba do Norte 2 de agosto de 1851 disponível em https://archive.org/stream/rpparaiba1851c#page/n1/mode/2up/search/Cabaceiras

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Jovens cabaceirenses disputam o título de "Garota Bode Rei"

O Concurso da Garota Bode Rei é mais um evento que ocorre dentro da grande Festa do Bode Rei, nele é escolhido a mais bela jovem que representará tal festividade nesta edição de 2016.
Neste ano a novidade está na comissão organizadora, que traz a frente o Ponto de Cultura Marcas Vivas de Cabaceiras, através das representantes Mércia Farias e Joseilma Costa.
Sete candidatas estão disputando o título da mais bela jovem do evento. Elas desfilarão sob o olhar atento da mesa julgadora que estará avaliando quatro critérios, são eles: beleza, desenvoltura, elegância e simpatia.  Ao final quem tiver mais pontos será eleita a Garota Bode Rei 2016.

Candidatas a garota bode rei 2016