quinta-feira, 18 de abril de 2019

Cabaceiras e a música

   É sabido por muitos que Cabaceiras traz o título de "Terra dos Músicos", devido a grande quantidade de músicos oriundos de nossa amada cidade. Nesta postagem, trazemos uma imagem que ajuda-nos a ratificar tal título. Vejamos:

Da esquerda para a direita: Felix Braz, Liu dos oito baixos, Tonho de Nina, Luiz do Banjo, Tonho de Nuta e Floriano

   Tal imagem pertence ao acervo do ilustre Adeilsom Nunes, cabaceirense que contribuiu deveras para a cultura de nossa cidade, sendo, inclusive, homenageado no Cabaceiras Mostra Cultura no ano de 2015. A fotografia pode ser encontrada ao acessarmos a rede social do supracitado cabaceirense.
Nosso amigo Adeilsom deixa claro que este foi um das mais ilustres conjuntos musicais que já tocou em Cabaceiras. 
   A fotografia usada na postagem possivelmente é da década de 1950, quando tais músicos abrilhantavam o cenário cultural de nossa cidade, animando os bailes e as festas de São João, que por sinal era um dos maiores eventos de nossa cidade, momento em que pessoas de diversas cidades visitavam nossa Cabaceiras. 
   Nesta postagem, nos limitamos a apresentar alguns dos músicos de nossa cidade, mostrando que os mesmos fizeram parte do nosso cenário cultural. Em outro momento, falaremos mais sobre Cabaceiras como Terra dos Músicos, mostrando, inclusive, outros fatos mais antigos que comprovem tal título. 
   No que tange a questão dos músicos citados na legenda da fotografia, pretendemos em breve discorrer sobre cada um individualmente, para que nosso leitor saiba a contribuição de cada um para nossa cultura.

Cabaceiras - PB
18 de abril de 2019

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Top 3 - Fotos Antigas: Enchentes em Cabaceiras

   Nesta postagem trazemos de volta a série Top 3, na qual apresentamos três fotografias antigas de nossa cidade.
   As fotos de hoje remetem a acontecimentos nem sempre recorrentes em nossa história, mas que vez ou outra nos pega de surpresa, estamos falando das enchentes que invadiram as ruas de Cabaceiras.
    As imagens escolhidas em questão ilustram três momentos distintos nos quais a parte baixa da cidade de Cabaceiras foi inundada, elas representam as cheias dos anos de 1974, 1981 e 2008.
    Analisemos as imagens:

Imagem 1: Enchente de 1974
    Na primeira imagem temos uma visão da Rua Francisco Firmino de Castro, datada de 1974, na qual podemos observar a invasão das águas partindo do lado direito da fotografia. Não sabemos ao certo o momento em que a imagem foi registrada, se neste momento as águas estavam recuando ou adentrando as ruas, todavia, ao observarmos a imagem mais ao fundo, vemos pessoas retirando alguns objetos, que suponhamos terem sidos molhados pela invasão das águas, o que nos faz deduzir que as mesmas estavam recuando.


Imagem 2: Enchente de 1981

     Nesta segunda fotografia, datada de 1981, observamos mais uma vez a mesma rua da primeira imagem. O que se destaca é que agora o nível de água está mais elevado se comparado ao ano de 1974, isto fica evidenciado quando olhamos para os prédios que ladeiam esta imagem (os mesmos também aparecem na imagem 1). Neles vemos a altura que a água atingiu, chegando quase que a metade das portas, enquanto que na primeira fotografia elas não chegaram nem a cobrir as calçadas.

Imagem 3: Enchente de 2008
    Na terceira imagem observamos uma fotografia com um ângulo diferente das duas primeiras, mas que ainda traz um ponto em comum com as demais, o prédio que fica à direita da imagem, onde lê-se "Moto Peças". Este edifício aparece do lado esquerdo das imagens anteriores. Ao pegar tal edifício como referência, percebemos que o nível da água na terceira imagem é o maior, basta observamos as portas do prédio como ponto de comparação.
      Em outros momentos da história de Cabaceiras as águas vindas do Rio Taperoá também invadiram as ruas da cidade, a exemplo das enchentes dos anos de 1947, 1960, 1977 e 1985, o que nos mostra que, mesmo sendo Cabaceiras a cidade com o menor índice pluviométrico do país, ainda assim enfrentamos momentos de dificuldades com enchentes, destacando que tais enchentes não estão relacionadas com as chuvas que incidem em nossa cidade, mas sim nas cabeceiras dos rios que cortam nossas terras.
     As informações sobre as fotografias foram escritas nos versos das mesmas, logo qualquer lapso ou possíveis erros estão abertos para debates, tendo em vista ser este blog um espaço para discussão e divulgação da história local, e toda informação será bem vinda. Caso tenhamos esquecido de alguma enchente, pedimos desculpas.

Cabaceiras - PB 
03 de abril de 2019

As imagens utilizadas na postagem pertencem ao acervo do Ponto de Cultura Marcas Vivas de Cabaceiras

                                                                     

quarta-feira, 20 de março de 2019

Cabaceiras antes de 1937

        Nossa amada Cabaceiras é rica em história, afinal, somos umas das cidades mais antigas da Paraíba. Diversos documentos do século XIX citam Cabaceiras, documentos estes que embasam muito do que sabemos atualmente sobre a historicidade do município.
         Todavia, no que tange a representação imagética, poucas são as fontes que nos ajudem a ilustrar tal temática. Poucas são as fotografias ou pinturas que retratem Cabaceiras anteriormente à década de 1940.
     Nesta postagem trazemos uma imagem bem interessante que ilustra nossa Cabaceiras na temporalidade acima citada. Analisemos tal imagem:

Centro Histórico de Cabaceiras, onde observa-se a ausência das Praças e da Escola Alcides Bezerra*
           Na imagem acima, temos uma visão panorâmica do centro da cidade, destacando-se a ausência das praças, que começaram a ser construídas a partir dos anos de 1940, bem como a ausência da Escola Alcides Bezerra, que teve sua construção entre os anos de 1937 e 1939. Tais fatos, nos permitem constatar que a fotografia de fato é anterior a 1937, o que nos coloca na temporalidade proposta nesta postagem.
          Esta fotografia também nos permite observar um grupo de pessoas que estão trajadas a caráter para a época, vemos homens usando ternos e chapéus, bem como mulheres com vestidos longos, sem decotes, como mandavam as regras de vestimentas vigente, bem como crianças de calças curtas.
           Observamos também a falta de postes ou outros elementos que indiquem a presença de energia elétrica, bem como não havia calçamentos ou outro tipo de pavimentação, destacando a pouca infraestrutura disponível no período supracitado, algo comum para uma cidade de pequeno porte do interior paraibano no início do século XX.
         Aqui fizemos apenas uma rápida leitura de uma das imagens mais antigas e icônicas de nossa cidade, destacando alguns elementos que julgamos importantes, todavia, não queremos encerrar a discussão acerca de tal imagem. Agradecemos quem puder colaborar, tendo em vista que entendemos que a história é uma construção coletiva e que seu compartilhamento só tende a enriquecer nossa cidade.

Cabaceiras
20 de março de 2019

* imagens do arquivo do Ponto de Cultura Marcas Vivas de Cabaceiras

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Curta "Memórias de Nossa Terra" recebe prêmio em festival paraibano

Do dia 27 de novembro a 1 de dezembro do corrente ano, ocorreu na cidade de Campina Grande, a 13ª edição do Festival Audiovisual Comunicurtas, que é realizado anualmente pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), com organização do curso de Comunicação Social e que conta com mostras de cinema competitivas e não competitivas, além de debates, oficinas, workshop, entre outros atrativos.

Na ocasião, o Ponto de Cultura Marcas Vivas de Cabaceiras inscreveu o curta "Memórias da Nossa Terra" que é o resultado da premiação do Roliúde Play 2017 e pôde concorrer às premiações da mostra "Tropeiros da Borborema", na qual foi congratulado no último sábado com o prêmio "Melhor Direção de Arte".

Vale ressaltar que "Memórias da Nossa Terra" é o primeiro produto cinematográfico produzido inteiramente por cabaceirenses (ficha técnica disponível ao final da matéria), fruto do projeto "Roliúde Play", que visa promover a valorização e o fortalecimento do cinema local e que já conta com duas edições do concurso, além da produção do curta, que já foi exibido nos festivais de cinema de Ingá, Congo e Campina Grande.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

A Literatura de Cordel é reconhecida como patrimônio imaterial pelo IPHAN

       Nesta quarta-feira (19) o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural reconheceu a literatura de cordel como patrimônio imaterial, essa medida configura-se como um avanço na valorização dos nossos bens culturais.
      O cordel na forma que conhecemos hoje, surgiu no século XIX, tendo como um de seus primeiros escritores o famoso poeta Leandro Gomes de Barros, porém, essa forma de trovadorismo  este estilo poético recebeu influências dos livretos que já existiam na França e em Portugal. 
   O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) ressalta importância desta literatura: 

"Apesar de ter começado no Norte e no Nordeste do país, o cordel hoje é disseminado por todo o Brasil, principalmente por causa do processo de migração de populações. Hoje, circula com maior intensidade na Paraíba, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Pará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. Em todos estes estados é possível encontrar esta expressão cultural, que revela o imaginário coletivo, a memória social e o ponto de vista dos poetas acerca dos acontecimentos vividos ou imaginados."  (IPHAN, 2018)
Alguns cordéis produzidos por cabaceirenses

     O educador e cordelista cabaceirense Sidney Nunes defende a importância do cordel por ser uma produção "que contém rima que faz bem aos ouvidos, conteúdo que faz com que seus leitores enriqueçam seu conhecimento e por ter um valor barato", portanto, é acessível ao público, além disso o professor Sidney salientou: 

"O cordel passou a ter uma importância muito grande na vida do nordestino, porque ele é genuinamente nordestino, devido a uma perspectiva de levar informações as pessoas, antigamente não tinha essa questão de mídia , televisão, daí as notícias eram repassadas através do cordel" 
  
       Acerca da produção de cordéis em Cabaceiras, temos os importantes nomes que dedicam-se a escrever tais obras como, Paulinho de Cabaceiras, Juliana Soares, Bianca Farias, Rafael Junior e o já citado Sidney Nunes, que expressam rimas e contos dos mais variados temas relacionados á história e  ao cotidiano.

Cabaceiras-PB
20 de setembro de 2018

REFERÊNCIAS: