quarta-feira, 20 de março de 2019

Cabaceiras antes de 1937

        Nossa amada Cabaceiras é rica em história, afinal, somos umas das cidades mais antigas da Paraíba. Diversos documentos do século XIX citam Cabaceiras, documentos estes que embasam muito do que sabemos atualmente sobre a historicidade do município.
         Todavia, no que tange a representação imagética, poucas são as fontes que nos ajudem a ilustrar tal temática. Poucas são as fotografias ou pinturas que retratem Cabaceiras anteriormente à década de 1940.
     Nesta postagem trazemos uma imagem bem interessante que ilustra nossa Cabaceiras na temporalidade acima citada. Analisemos tal imagem:

Centro Histórico de Cabaceiras, onde observa-se a ausência das Praças e da Escola Alcides Bezerra*
           Na imagem acima, temos uma visão panorâmica do centro da cidade, destacando-se a ausência das praças, que começaram a ser construídas a partir dos anos de 1940, bem como a ausência da Escola Alcides Bezerra, que teve sua construção entre os anos de 1937 e 1939. Tais fatos, nos permitem constatar que a fotografia de fato é anterior a 1937, o que nos coloca na temporalidade proposta nesta postagem.
          Esta fotografia também nos permite observar um grupo de pessoas que estão trajadas a caráter para a época, vemos homens usando ternos e chapéus, bem como mulheres com vestidos longos, sem decotes, como mandavam as regras de vestimentas vigente, bem como crianças de calças curtas.
           Observamos também a falta de postes ou outros elementos que indiquem a presença de energia elétrica, bem como não havia calçamentos ou outro tipo de pavimentação, destacando a pouca infraestrutura disponível no período supracitado, algo comum para uma cidade de pequeno porte do interior paraibano no início do século XX.
         Aqui fizemos apenas uma rápida leitura de uma das imagens mais antigas e icônicas de nossa cidade, destacando alguns elementos que julgamos importantes, todavia, não queremos encerrar a discussão acerca de tal imagem. Agradecemos quem puder colaborar, tendo em vista que entendemos que a história é uma construção coletiva e que seu compartilhamento só tende a enriquecer nossa cidade.

Cabaceiras
20 de março de 2019

* imagens do arquivo do Ponto de Cultura Marcas Vivas de Cabaceiras

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Curta "Memórias de Nossa Terra" recebe prêmio em festival paraibano

Do dia 27 de novembro a 1 de dezembro do corrente ano, ocorreu na cidade de Campina Grande, a 13ª edição do Festival Audiovisual Comunicurtas, que é realizado anualmente pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), com organização do curso de Comunicação Social e que conta com mostras de cinema competitivas e não competitivas, além de debates, oficinas, workshop, entre outros atrativos.

Na ocasião, o Ponto de Cultura Marcas Vivas de Cabaceiras inscreveu o curta "Memórias da Nossa Terra" que é o resultado da premiação do Roliúde Play 2017 e pôde concorrer às premiações da mostra "Tropeiros da Borborema", na qual foi congratulado no último sábado com o prêmio "Melhor Direção de Arte".

Vale ressaltar que "Memórias da Nossa Terra" é o primeiro produto cinematográfico produzido inteiramente por cabaceirenses (ficha técnica disponível ao final da matéria), fruto do projeto "Roliúde Play", que visa promover a valorização e o fortalecimento do cinema local e que já conta com duas edições do concurso, além da produção do curta, que já foi exibido nos festivais de cinema de Ingá, Congo e Campina Grande.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

A Literatura de Cordel é reconhecida como patrimônio imaterial pelo IPHAN

       Nesta quarta-feira (19) o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural reconheceu a literatura de cordel como patrimônio imaterial, essa medida configura-se como um avanço na valorização dos nossos bens culturais.
      O cordel na forma que conhecemos hoje, surgiu no século XIX, tendo como um de seus primeiros escritores o famoso poeta Leandro Gomes de Barros, porém, essa forma de trovadorismo  este estilo poético recebeu influências dos livretos que já existiam na França e em Portugal. 
   O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) ressalta importância desta literatura: 

"Apesar de ter começado no Norte e no Nordeste do país, o cordel hoje é disseminado por todo o Brasil, principalmente por causa do processo de migração de populações. Hoje, circula com maior intensidade na Paraíba, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Pará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. Em todos estes estados é possível encontrar esta expressão cultural, que revela o imaginário coletivo, a memória social e o ponto de vista dos poetas acerca dos acontecimentos vividos ou imaginados."  (IPHAN, 2018)
Alguns cordéis produzidos por cabaceirenses

     O educador e cordelista cabaceirense Sidney Nunes defende a importância do cordel por ser uma produção "que contém rima que faz bem aos ouvidos, conteúdo que faz com que seus leitores enriqueçam seu conhecimento e por ter um valor barato", portanto, é acessível ao público, além disso o professor Sidney salientou: 

"O cordel passou a ter uma importância muito grande na vida do nordestino, porque ele é genuinamente nordestino, devido a uma perspectiva de levar informações as pessoas, antigamente não tinha essa questão de mídia , televisão, daí as notícias eram repassadas através do cordel" 
  
       Acerca da produção de cordéis em Cabaceiras, temos os importantes nomes que dedicam-se a escrever tais obras como, Paulinho de Cabaceiras, Juliana Soares, Bianca Farias, Rafael Junior e o já citado Sidney Nunes, que expressam rimas e contos dos mais variados temas relacionados á história e  ao cotidiano.

Cabaceiras-PB
20 de setembro de 2018

REFERÊNCIAS:


quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Top 3 - Fotos Antigas: Ruas de Cabaceiras sob os olhares da revista Era Nova na década de 1920

     No nosso quadro "Top 3- Fotos Antigas" de hoje, estamos trazendo algumas das imagens mais antigas das ruas de nossa querida Cabaceiras que temos conhecimento, todas fotografadas na primeira metade da década de 1920 e foram publicadas na revista Era Nova.

N° 1: Rua Epitácio Pessoa, no centro de Cabaceiras, em primeiro plano podemos ver o edifício popularmente conhecido na cidade como "Casarão de Odacir", esta fotografia foi publicada na edição número 12 de 15 de setembro de 1921.   

N° 2: Rua 9 de Julho, que teve seu nome modificado, atualmente, recebe o nome de Rua Joaquim Gomes Henriques, esta é a rua da Igreja Matriz de Cabaceiras, podemos ver em primeiro plano as casas em que hoje pertencem a D. Inácia Madureiro e onde é a Casa Paroquial, ao fundo da imagem é observável a Igreja do Rosário.

N° 3: Nesta foto podemos ler a legenda que diz "Conselho Municipal e Jardim Público", o Conselho Municipal é o mesmo que o prédio da Prefeitura Municipal de Cabaceiras, já o Jardim Público (uma espécie de praça arborizada) ainda não sabemos se estava se referindo ao local onde hoje é a praça ou se era na área cercada ao lado da Prefeitura, que hoje situa-se o grupo escolar Alcides Bezerra, que na época ainda não teria sido construído. 
     A revista Era Nova, foi um periódico paraibano que tinha por objetivo levar aos seus leitores o que havia de mais moderno para a época, e em praticamente todas as cidades haviam colaboradores e correspondentes, estes eram responsáveis em mandar fotos relacionadas a suas cidades e familiares, aqui em Cabaceiras o colaborador foi Manoel Maracajá, um grande nome da política local do referido período tendo sido prefeito entre os anos de 1924 e 1928.

Revistas Era Nova disponível em: http://www.cchla.ufpb.br/jornaisefolhetins/acervo.html

Cabaceiras-PB
13 de setembro de 2018

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Top 3 - Fotos Antigas: Bandas antigas nos desfiles cívicos de Cabaceiras

     Em mais uma postagem do quadro "Top 3: Fotos Antigas" iremos aproveitar esse período das comemorações da semana da Pátria, para trazermos 3 imagens significativas para a cultura musical de nosso municipal, mostrando algumas bandas que acompanhavam os desfiles cívicos de Cabaceiras.
     

N° 1: Banda na rua da Matriz, ao fundo podemos observar o prédio onde hoje é o memorial cinematográfico.
Da frente da esquerda para direita:
 Gilson de Seu Gida, Chiquinho e Hermogênes.
Atrás da esquerda para direita: São Pedro, Inácio de Pineco e Zé de Hermes.

N° 2: Banda em desfile cívico em frente a Igreja Matriz de Cabaceiras na década de 1970, é possível que esta fotografia tenha sido tirada no mesmo dia que a anterior.

N° 3: Banda Marcial da Escola Cenecista de Cabaceiras (1986),que foi a precursora da atual Banda Marcial Terezinha de Farias Aires, na foto podemos observar à frente o regente Adeilson Nunes (de camisa alaranjada).


Cabaceiras-PB
04 de setembro de 2018